quarta-feira, 5 de novembro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Ressaca no Leblon
Ontem mesmo, até o Juca Kfouri, no Linha de Passe, estava lamentando que uma eleição decidida por pouco mais de 55.000 votos tenha tido mais de 900.000 abstenções.
Eu esperava até uma gritaria, talvez até uma recontagem de votos. Afinal de contas, não foi qualquer um que perdeu, mas o candidato da Globo, do Globo, da Veja, dos atores e atrizes da Globo, de músicos, do Pedro Dória, do César Maia, enfim uma festa (♪ Tem gente de toda cor Tem raça de toda fé Guitarras de rock'n'roll Batuque de candomblé Vai lá ♪).
Não vi ninguém reclamando dos 92.000 votos brancos, nem dos 222.000 votos nulos. Deveriam ser suficientes para todo mundo entender a mensagem: quem tinha que escolher entre Gabeira e Eduardo Paes, na verdade, não tinha opção nenhuma.
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
O Coringão voltou
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Ensaio sobre o óbvio
Esse post poderia se chamar Ensaio sobre a cegueira, mas esse título já tem dono.
A cobertura do 2º turno nos canais de TV aberta ontem foi recheada de mesas redondas com políticos, jornalistas e os famosos especialistas. As perguntas e respostas eram dignas de um vestiário após o término de uma partida de futebol. As conclusões então eram uma aula sobre a arte de sofismar.
Roberto Macedo (economista) ganhou uma indicação ao prêmio “conclusão da noite”, com essa:
“Lula aprendeu uma grande lição sobre transferência de votos”.
A idéia está sepultada há décadas, mas o professor acha que um cara que perdeu três eleições e viveu mais quatro delas é que aprendeu uma grande lição. De qualquer forma, transferência de votos tinha que estar no rol de assuntos.
A pergunta da noite vai para o Bóris Casoy: Por que Marta perdeu em São Paulo (como se fosse uma tremenda surpresa)? A meu ver, os especialistas tinham algumas opções:
a) Porque o Kassab teve mais votos.
b) Porque, conforme indicaram as pesquisas, dificilmente os eleitores do Geraldo e do Maluf votariam nela.
c) Porque São Paulo é uma cidade conservadora. Vide, por exemplo, as eleições presidenciais de 2006 onde o Lula perdeu para o Geraldo por larga margem nos dois turnos.
d) Porque novamente fez uma campanha medíocre.
e) Porque o acordo com o PMDB deu ao Kassab o tempo de rádio e televisão que ele necessitava para vender a sua imagem no 1º turno.
Demetrio Magnoli (eu também mereço por ficar vendo essas figuras) responde:
“Porque ela é uma candidata arrogante”.
A próxima pergunta do script: Quem foi o grande vencedor: o governo ou a oposição ? Típica do campeonato brasileiro, do tipo “quem foi o mais beneficiado da rodada”.
Fiz o quadro abaixo com o total de prefeituras por ano, somando os partidos mais alinhados. Separei o PMDB, porque considero ingênua qualquer tentativa de alinhá-lo com um lado ou outro. Caso alguém queira brigar com os números:
2008 | 2004 | 2000 | |
DEM+PSDB+PPS | 1413 | 1980 | 2187 |
PT+PSB+PCdoB | 907 | 610 | 337 |
PMDB | 1204 | 1065 | 1260 |
Pelo que já expliquei acima, não vou nem comentar a outra pergunta do script (O que podemos projetar para 2010?), pois aí as respostas são para lá de risíveis.
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domingo, 26 de outubro de 2008
Eu gosto de eleição
Penso que comecei a gostar mais de eleições após trabalhar como mesário em algumas delas. Não é só o fato de a urna ser eletrônica que torna tudo fascinante, mas todos os processos que existem de controle e de apuração. Ainda é viva a memória de 2002, depois de ter assistido àquela novela da eleição americana dois anos antes, onde pude saber o resultado da eleição no dia seguinte. Isso num país continental como o nosso, onde há locais que as urnas são levadas de barco.
Como nem tudo é perfeito, o voto obrigatório produz fenômenos tragicômicos como uma mulher querendo saber o número do Lula na eleição para prefeito de 2004 e outro dizendo que queria votar no candidato X, mas como não lembrou o número do distinto, votou no Y mesmo e está tudo certo.
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domingo, 31 de agosto de 2008
Coligações
Nem foi preciso ir muito longe para encontrar uma delas. Estampada em um adesivo no vidro traseiro de um automóvel que circulava aqui na Bélgica, estava anunciada a coligação para a prefeitura de uma cidade vizinha:
DEM, PP, PMDB, PSL, PR, PRTB, PTN, PHS, PSB, PMN, PDT, PTB e PCdoB.
Devem existir inúmeros casos assim nos mais de cinco mil municípios do país. Casos que dão sustentação à tese de que o debate entre direita e esquerda está ultrapassado.
No resto do mundo, porém, países como os EUA, a França, a Itália e a Espanha nos mostram outra realidade. A de que o debate não está ultrapassado, nós é que não temos maturidade para participar dele.
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quinta-feira, 24 de julho de 2008
Primeira página
Um candidato a presidente discursar para 200 mil pessoas é notícia.
Se o homem é candidato a presidente dos EUA e o discurso foi em Berlim, isso é primeira página.
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quarta-feira, 9 de julho de 2008
Determine o x
O tempo gasto na mídia sobre o caso da tapioca está para R$ 8, assim como x está para os R$ 3,2 bi do caso Dantas. Determine o x.
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sábado, 28 de junho de 2008
Achei foi pouco
— E aí, que achou do aumento do Bolsa Família em pleno ano eleitoral ?
— Achei foi pouco.
— Como assim pouco ? Foi acima da inflação.
— Depende para qual parte da inflação você olha. Para essa faixa de renda, a inflação é bem maior, principalmente por causa dos alimentos. Como disse, achei pouco.
Fome atinge maioria dos que têm Bolsa Família
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segunda-feira, 19 de maio de 2008
Ano I
O assunto do terceiro mandato anda meio em baixa e a última referência que li sobre o assunto foi do ex-governador Moreira Franco. Embora, convenhamos, unir o PMDB ? There is no such thing, diriam os gringos.
Em baixa mesmo anda a oposição, coitada. Eu fiquei com um pouco de dó, mas já passou. Sabe como é, além de todas as notícias positivas, eles tiveram que agüentar, num curto espaço de tempo, o grau de investimento e a surra dada pela Dilma quando compareceu à Comissão de Infra-Estrutura do Senado. Aliás, defendo desde já que, caso venha a ser candidata à presidente, a ministra deve enviar uma carta de agradecimento aos companheiros Álvaro Dias e José Agripino Maia pelo apoio.
Outra baixa, desde vez no time, foi a saída de Marina Silva. Ela realizou o sonho de muitos trabalhadores: mandou o chefe às favas. É claro que, pensando de forma bem reles, é fácil pedir demissão e voltar para o salário de senadora. Mas, é bom saber que existem pessoas que não abaixam a cabeça, nem para o mais popular dos chefes. É, no mínimo, inspirador.
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domingo, 27 de abril de 2008
TFV
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domingo, 6 de abril de 2008
Primeiro de Abril ?
"Lula tem feito muito, falta muito para fazer. Sou democrata, Lula deseja fazer o seu sucessor, mas o que os brasileiros desejam é que Lula fique mais tempo no poder. Raramente encontramos um cidadão como ele para conduzir o país".
Assim, vários colunistas puderam tirar da gaveta seus artigos prontos sobre o assunto. Até a musa da ExcelAir e da febre amarela escreveu sobre o tema. Você sabe, quando ela escreve sobre algo, é porque o negócio é sério.
Como os artigos já estavam prontos, ninguém se deu ao trabalho de pesquisar que o vice-presidente já havia se manifestado contra a idéia. Isso há menos de quatro meses:
"A Constituição no nosso País foi mudada agora recentemente para abrir espaço para um segundo mandato. Então, não é justo que haja um novo espaço para um terceiro mandato, porque do contrário você fica mudando as regras do jogo no meio do jogo".
Será que foi história de primeiro de abril ? Será que foi para ganhar um tempo para a Dilma ? Não sei, mas que ver esse esperneio geral é divertido, ah, isso é.
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domingo, 30 de março de 2008
Minority Report
O intuito inicial era, no melhor estilo precogs, a previsão do crime de chantagem. A diferença é que ninguém viu nem o chantageador e nem o chantageado. Depois os holofotes voltaram-se para o crime real, a divulgação de dados sigilosos. Primeiro era a mando da Ministra da Casa Civil, depois de sua secretária, agora já são três fontes. Como dizem, muito calor e pouca luz.
Essa foi a primeira descarga do desfribilador para tentar dar ânimo para a CPI da tapioca. Lá se foi mais uma semana no Congresso. Falando nele e naquele assunto das MPs, que também durou pouco, convém fazer a pergunta Tostines:
O Congresso não legisla por causa das MPs ou as MPs existem porque o Congresso não legisla ?
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sexta-feira, 21 de março de 2008
Furacão
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sábado, 15 de março de 2008
Retrospectiva de Projeções do PIB 2007
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segunda-feira, 10 de março de 2008
Pecados Capitais 2.0
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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Campanhas
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
A pior frase do Millôr
Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.
A oposição pode fazer denúncia seletiva, pode ressaltar as suas qualidades e exacerbar os defeitos da situação, pode escolher as estatísticas que lhe são favoráveis e as que são desfavoráveis ao adversário. Tudo isso é parte do jogo democrático.
A imprensa pode tudo isso ? Até pode, pois tem liberdade para tal, mas não devia. Não devia, principalmente na televisão, pois o espectador fica com aquela impressão que está vendo o horário eleitoral gratuito. Convenhamos, horário eleitoral é muito chato.
A oposição pode cercear as idéias contrárias às suas, pode esquivar-se de debates. A imprensa devia abrir espaço para o contraditório e para o debate.
Sem contar que a prática poderia criar situações, no mínimo, curiosas. Suponhamos que tivéssemos um governo de esquerda. Suponhamos que tivéssemos uma oposição de direita. Por exemplo, na questão ambiental, a oposição diria que aquecimento global é uma falácia. A imprensa abraçaria a idéia. Quando o cenário inverter e a oposição subir ao poder, a imprensa faz o quê ? Parceria com o GreenPeace ?
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Os especialistas
Estou com esse post engasgado desde a quarta-feira de cinzas. Pelo atraso, vou direto ao assunto.
No programa "Ciranda da Cidade", apresentado na Rádio Bandeirantes pelo Milton Parron, ele me saiu com essa ao comentar a vitória da Vai-Vai:
" ... e lá no terreiro da Vai-Vai deve estar uma tremenda festa".E eu, leigo no quesito, achava que festa de escola de samba era na quadra.
Sabe como é, para um "especialista" quadra de escola de samba e terreiro têm tudo a ver com África.
Na mesma hora, lembrei do Pedro Bial cobrindo shows de Rock. Um desastre. Era gafe em cima de gafe.
A mídia em geral abusa dos generalistas e economiza nos especialistas. Os generalistas escrevem com grande desenvoltura sobre qualquer assunto desde economia e controle aéreo até febre amarela e segurança nacional. Daí, talvez, o motivo de eu andar lendo em mais de um veículo a frase, cujo autor eu desconheço, sobre a confiança do leitor na mídia:
"Se escrevem barbaridades sobre assuntos que eu conheço, imagino o que fazem com os assuntos que desconheço."
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Caiu ou subiu ?
Com a divulgação do "Mapa da Violência dos Municípios", cada leitor pode tirar a conclusão que bem entender sobre os resultados. Os jornais dão a sua contribuição.
500.762 vítimas da violência
SP cai no ranking das mortes
Cai o número de homicídios no país
Homicídios crescem mais que a população
Rio lidera em morte de jovens
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Enquete
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domingo, 20 de janeiro de 2008
Observatório se finge de morto
O Observatório até o momento em que escrevo esse post não se manifestou sobre o assunto. Nem para elogiar, nem para criticar. Nem aquela crítica padrão, que mede a qualidade da revista pelo número de páginas de anúncios do governo e de estatais, foi feita. Silêncio, como diz o clichê, ensurdecedor.
Continuo visitando o Observatório, mas vez por outra, ele não observa a imprensa, mas sim o Planalto. É evidente também que os responsáveis pelo site não tem muito apreço pela CartaCapital. Não sei os motivos, talvez ideológicos, talvez de alguma rinha pessoal. Mas, vamos aguardar. Sentados, por via das dúvidas. Vai que eles estão de férias.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Um boicote bizarro
Trata-se da iniciativa dos belgas de boicotarem o IPTU no Rio de Janeiro.
O Jornal do Brasil está dando ampla cobertura para o movimento. Das tantas matérias, selecionei para comentar apenas as mais bizarras.
Dois mil nomes pelo IPTU em juízo
Com o mote "Eu não pago, e daí?", o presidente da Associação dos Imóveis
Atacados do Leblon, Augusto Boisson, defende a intenção de pagar o imposto
apenas no exercício do ano que vem.
- Defendo esta idéia, uma vez que o
dinheiro do IPTU não é aproveitado em hospitais e escolas como deveria.
Prefeito omisso e virtual irrita classe artística
Marília Pêra:
- O movimento é em legítima defesa. Não temos nenhuma proteção.
Infelizmente não somos civilizados. Temos que lutar por aquilo que deveria ser o
nosso direito.
Ary Fontoura:
- Estou com um monte de carnê de IPTU na mão, da minha casa e de alguns apartamentos que tenho, e vou depositar tudo em juízo.
A cidade está abandonada, mas não vai ficar pior por causa disso.
Aguinaldo Silva:
Fui de carro ao Centro e não sei como os moradores da Barra conseguem fazer este trajeto todos os dias. São muitos buracos. Não sei o que aconteceu com o prefeito, ele se desinteressou. Provavelmente porque não vai se candidatar a nada. A gente não pode continuar desta forma. As favelas crescem porque lá os moradores não pagam água, luz, IPTU, internet, TV a cabo. Nós, que pagamos tudo, somos punidos.
Tempos doidos esses. Eu nunca pensei que fosse escrever uma só linha favorável ao César Maia. Mas, não é esse o ponto. Nem em 2000, após a dupla Maluf e Pitta terem acabado com a cidade, essa iniciativa teria meu apoio. Também não terá agora, caso alguém apareça por aqui com essa idéia brilhante. Mesmo não votando no Kassab.
Para lembrar os rebeldes do “e daí?” que acham que não precisam do Estado para nada, eu começaria cortando a coleta de lixo.
Para terminar, o recado padrão para os eleitores do ex-blogueiro: Votem melhor na próxima eleição.
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18:26
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sábado, 12 de janeiro de 2008
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Copia, cola e desinforma
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u360257.shtml
No entanto, o pessoal da Agência Estado mantém o copia e cola e continua deixando o leitor mal informado.
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac103590,0.htm
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080103/not_imp103700,0.php
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco103893,0.htm
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco103920,0.htm
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco104270,0.htm
Se eles querem descer a lenha no governo na página 2, tudo bem. Agora, dar informação errada é um desserviço.
O bom é que não temos que depender de terceiros e podemos consultar os decretos direto na internet.
Aqui está o decreto de 2008, sobre o assunto:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6339.htm
Aqui está o decreto anterior, já revisado:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6306.htm
Art. 9o É isenta do IOF a operação de crédito:
I - para fins
habitacionais, inclusive a destinada à infra-estrutura e saneamento básico
relativos a programas ou projetos que tenham a mesma finalidade
(Decreto-Lei no 2.407, de 5 de janeiro de 1988);
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